BASTIDORES DE TV POR FLÁVIO RICCO – INTEGRANTES DO PÂNICO NA TV QUEIRAM SIM SAIR DA REDE TV!!

Público sai perdendo na briga “Jornal Nacional” X “Jornal da Record”

Flávio Ricco
Colaborou José Carlos Nery

A Record estreou o seu novo jornal na segunda-feira. Surpreendeu de maneira bem positiva. Editorialmente completo e num cenário elegante. Excelente começo.

Lamente-se apenas a forma de agir das nossas principais emissoras. A burra insistência de querer fazer com que dois corpos ocupem o mesmo lugar no espaço continua existindo, e o prejuízo invariavelmente cai na conta do telespectador.

Todo aquele que procura um bom jornal, mais uma vez, fica na dúvida sobre o que assistir, porque os dois informativos estão colocados praticamente no mesmo horário.

E a culpa no caso é mais da Record. Se o “Jornal Nacional” está lá faz tempo, por que não colocar o seu numa faixa diferente? O público, pode ter certeza, vai aprovar e os resultados serão muito mais compensadores.

Nessa briga direta, do jeito que acontece, um sempre será prejudicado. O bom juízo manda não passar por cima de certos e imprescindíveis detalhes. A questão do hábito na televisão nunca deve ser desconsiderada.

O telespectador se acostumou ao “JN”, todas as noites, naquele mesmo lugar. A Record, insistindo no confronto, só tem a perder. E os que gostam do bom jornalismo, repito, perdem com ela.

Elegante

Roberto Justus, em um quarto de página do jornal “Propaganda e Marketing”, publicou agradecimento à Record, sob o título “As coisas mudam. Pessoas não”.

Começa dizendo: “desde que iniciei minha carreira na televisão, quando já ultrapassava mais da metade da minha vida, sentia que dessa experiência estava surgindo uma nova missão. Durante os seis anos em que apresentei o ‘Aprendiz’ dei tudo de mim e recebi tudo da Rede Record”.

No fim, depois de outras considerações, completa: “Tenho orgulho de ter participado da evolução e crescimento acelerado dessa emissora. E, como cliente e telespectador, sigo torcendo por ela”.

Record

Rita Fonseca assume o “Melhor do Brasil”, apresentado por Rodrigo Faro, que era dirigido por Leonor Corrêa, agora de mudança para o SBT.

Marcelo Caetano deixa a gerência de programação e já é o novo responsável pelo “Geraldo Brasil”, com estreia anunciada para segunda-feira.

E, em meio a isso, Edson Luiz Pareschi assumiu como supervisor geral de programação.

Muito ruim

A Record já fez coisas muito melhores. A chamada do novo programa de Geraldo Luiz, no ar desde o último final de semana, é uma das coisas mais lamentáveis.

De tão ruim pode ter efeito contrário.

Efeito Gugu

Silvio Santos ainda não deu por encerrada sua missão de contratar pessoas da Record e não deixar sair as que já estão no SBT.

Walter Leite e Walter Wanderley, ambos do “Domingo Legal”, com novos contratos, foram convencidos a continuar na Anhanguera.

Não é bem o caso dos dois, que, aliás, são excelentes profissionais de bastidores, mas é impressionante o número de pessoas favorecidas, justa ou injustamente, nesses últimos tempos.

Gente que não tinha rigorosamente nada com o assunto também se infiltrou nessa onda e acabou tirando vantagem.

Só um detalhe

Praticamente terminada mais essa confusão e levantados os valores de tudo, podemos chegar à conclusão que dinheiro, definitivamente, não é problema para algumas emissoras.

Podem faltar competência, sabedoria, habilidade, educação e tantas coisas mais, só que ao contrário de outras empresas, elas podem se dar ao luxo de – certo ou errado – gastarem à vontade.

O dinheiro delas, ao que parece, é o único que aceita desaforo.

É o nome

Complicado destacar alguém em “Caminho das Índias”. O elenco é muito forte. No entanto, nada mais justo que reconhecer e ressaltar o desempenho de Bruno Gagliasso.

Passa a certeza que ninguém faria melhor este papel. Está muito bem.

Copiadora

A Globo tem o “Mais Você”. A Record criou o “Hoje em Dia”. A Globo tem o “Fantástico”. A Record lançou o “Domingo Espetacular”. A Globo tem o “Esporte Espetacular”. A Record vem aí com o “Esporte Fantástico”.

Entre outros exemplos de “à sua imagem e semelhança”, porque também está em curso o lançamento de um programa sobre automobilismo para as manhãs de domingo, vem aí o “Record Rural”, na cola, evidentemente, do “Globo Rural”. Assim mesmo. O título já foi registrado.

Mas por que toda essa insistência em copiar sempre o “desenho” de programação da outra? A comparação sempre será inevitável.

E, até agora pelo menos, nenhuma cópia das que aí estão foi melhor que o original.

Todos em casa

O último grupo da Globo que estava na França à serviço de “Viver a Vida”, a substituta de “Caminho das Índias”, voltou ao Brasil na segunda-feira.

Foram exatos 46 dias de trabalhos no exterior: 15 dias em Israel, 20 na Jordânia e 11 em Paris.

Detalhe: em algumas cenas mais trabalhosas, o diretor da novela, Jayme Monjardim, chegou a mobilizar cerca de 40 figurantes locais. A estreia continua marcada para 21 de setembro.

Dupla de peso

A Record fechou uma participação especial de Tereza Rachel na reta final de “Promessas de Amor”. A atriz, como se sabe, vem de um trabalho recente na Globo. Fez 6 capítulos de “Caras & Bocas”, a convite do diretor Jorge Fernando, no papel da judia ortodoxa Rebeca.

Walmor Chagas também está confirmado nos momentos finais da mesma novela.

Matérias radicais

Sob encomenda do “Hoje em Dia”, da Record, Celso Cavallini fará gravações especiais, no mês que vem, em Las Vegas.

Cavallini, aliás, está de namoro sério com a jornalista Nadja Haddad, da Band.

Hora da verdade

O pessoal do “Pânico” assinou contrato na segunda à noite com a RedeTV!. Fica provada a encenação do outro dia. E a maioria fechou por falta de opção.

Alguns ficaram bem contrariados com este desfecho. Ontem, rolou uma festa da emissora no Jóquei Clube e, por não estarem de acordo com o final da história, vários pretendiam não comparecer.

A RedeTV! prometeu melhorias na produção e deu uma ajeitada no salário da galera. Mas há quem continue insatisfeito.

Agora são mais 3 anos.

C´est fini

A direção da Band não descarta um “melhores momentos” do Festival de Parintins, no próximo final de semana. Entende-se que a cobertura da morte de Michael Jackson desviou completamente o foco. Ninguém tinha atenções para mais nada. Ainda assim, exceção ao problema do fuso, foi uma das transmissões mais tranquilas.

É isso. Amanhã tem mais. Tchau!




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